INFORMAÇÃO - ENVIOS    


{ACTUALIZAÇÃO 16.03.2020}

Informamos que dadas as dificuldades no acesso aos diversos postos dos CTT e elevado risco de exposição ao contágio

não iremos proceder a envios registados ou com pagamento na entrega durante tempo indeterminado.

Em alternativa, e até informação em contrário, publicada aqui, iremos proceder a envios em correio verde

(em todos os artigos excepto estatuetas e grelhas de cristais), sendo que os portes serão ajustados a este tipo de envio.

De salientar que o correio verde não tem registo e embora os extravios sejam pouco comuns, devem ser tidos em conta tal como possíveis atrasos nas entregas.

Pedimos a vossa compreensão para a medida tomada que não é a ideal mas, de momento, é a única que não nos coloca em risco (e a todos)

e a mais viável para que continuem a receber as vossas ferramentas de meditação e oração.


"Estamos todos juntos. Somos todos UM"


Gratidão 🙏 💗


Símbolos S-Z (Significados)


(ler Símbolos J-R)


S


Sahasrara - O Chakra da Coroa é o sétimo dos 7 principais chakras. Este chakra é a nossa ligação à nossa natureza espiritual e a nossa capacidade de permitir que a nossa espiritualidade se torne uma parte integral das nossas vidas físicas e nos guie. Apesar de o nosso sistema energético em geral ser animado pelo nosso espírito, o sétimo chakra está directamente sintonizado para procurar uma relação íntima com o Divino. É o chakra da oração. Também é o nosso "armazém" para a energia que acumulamos através de pensamentos e acções bondosos e através de actos de fé e oração. Permite-nos granjear uma intensidade de consciência interior através da meditação e da prece. Este chakra representa a nossa ligação à dimensão transcendental da vida.


Sakura - A flor de cerejeira, Sakura no Japão, tem um forte simbolismo espiritual. Ligada profundamente às raízes budistas do Japão, lembra a quem quer que as contemple que a vida é bela e curta tal como a flor de cerejeira que cai da árvore ao fim de poucos dias. A beleza da flor é poderosa, gloriosa e inebriante mas tragicamente de curta duração. Na cultura japonesa, ninguém na história personifica melhor a metáfora da beleza e da mortalidade do que os samurais que seguiam um código moral rígido de respeito, honra e disciplina. O seu dever era não só exemplificar e preservar estas virtudes da vida, mas também apreciar a inevitabilidade da morte sem temê-la. A flor de cerejeira sempre simbolizou o início da primavera, um período de renovação e de optimismo. O florescimento dá-se precisamente no início do ano do calendário japonês trazendo novas esperanças e novos sonhos. Quando se dá o pleno florescimento, o futuro está repleto de possibilidades.


Saraswati - Saraswati é a deusa hindu da aprendizagem, da sabedoria,da música e da estética. É a patrona das artes e das ciências e acredita-se que tenha sido a inventora do sânscrito. É a consorte de Brahma, o criador do Universo e faz parte da trindade de deusas da religião hindu juntamente com Lakshmi e Parvati. É a protectora dos artesãos, pintores, músicos, actores, escritores e artistas em geral. Protege também aqueles que buscam conhecimento, como os estudantes, professores e mestres de todas as doutrinas. É representada como uma mulher muito bela, de pele branca e pura como a neve tocando a sua cítara. Está sempre acompanhada dos seus símbolos mais marcantes como o cisne e o lótus branco que representam a distinção entre o essencial e o superficial. Saraswati inspira as pessoas a viverem a vida de forma pura e leve de forma a que possam superar as suas limitações físicas e barreiras emocionais. Tal como o seu esposo Brahma, Saraswati não é reverenciada em muitos templos, mas é adorada por toda a Índia.


Sei He Ki - Um dos símbolos sagrados do Reiki e o segundo ensinado nesta prática terapêutica. O Sei He Ki é o símbolo da cura mental e emocional. Teve origem na sílaba-semente "hrih" que simboliza o Bodhisattva Avalokiteshvara (Kuan Yin, conhecida como o Buda da Compaixão) e o Buda Amithaba (o Buda da Luz Infinita).


Semente da Vida - A semente da vida integra a geometria sagrada e é um símbolo universal da criação tendo sido criada a partir do padrão da Flor da Vida. Constituída por seis círculos ao redor de um formando um campo dinâmico de possíveis relações geométricas que revelam as formas fundamentais da Criação. Estes sete círculos representam os sete dias da criação do Universo, os nossos principais chakras, as cores do arco-íris e até mesmo a escala musical.


Sete Raios Cósmicos - A Grande Fraternidade Branca divide-se em sete principais raios que formam e compõem o Todo. Raio é apenas o nome para uma força e não para uma forma. São energias cósmicas fundamentais representados pelas sete cores do arco-íris, cada um deles com a sua cor e energia específicas. Estudos esotéricos defendem que os sete raios derivam da constituição setenária do Universo, os sete planos do sistema solar, os sete principais centros energéticos (chakras), os sete planetas sagrados, as sete cores do espectro natural, etc. As sete cores são a divisão natural da pura luz branca que emana do coração de Deus quando Este desce pelo prisma da sua manifestação. Qualquer que seja a cor do raio, todos contêm um núcleo branco de pureza. Cada raio é regido por um Chohan (Director) que assumiu a responsabilidade de instruir e conduzir a humanidade dentro do seu próprio raio. Uns foram escolhidos entre os seres que mais se destacaram na vida na Terra após várias encarnações, outros vieram de outros planetas para assistirem à humanidade. Estão sob orientação do Maha Chohan (O Grande Director), que além da função de orientador é também o representante do Espírito Santo para este planeta. Todos se regem pela Lei Cósmica, no entanto utilizam as suas capacidades para guiar a humanidade nos momentos difíceis.  Cada um dos raios é também regido por um Arcanjo, um Elohim e seus respectivos consortes. Os Arcanjos são os mensageiros de Deus e ministram fé e perseverança ao homem. Os Elohins são os poderosos construtores que dirigem a criação dos sistemas de estrelas, planetas e de todas as formas físicas de qualquer parte do universo. Chohans, Arcanjos e Elohins trabalham em conjunto e em harmonia entre si para executarem o Plano Divino. A cada dia da semana é transmitida para a Terra uma energia de um raio específico que irradia determinadas frequências vibracionais e que devemos desenvolver para alcançarmos a liberdade total do espírito e atingirmos a ascensão espiritual.


Shamballa - É o maior foco de luz que mantém o equilíbrio energético, tanto para receber como para distribuir ao Planeta, receber energia de centros energéticos solares e extra-solares, como de Vénus, do Grande Sol Central, da Constelação da Ursa Maior e de outros centros cósmicos. É o centro de irradiação da vida planetária, focalizando Vontade, Sabedoria e Amor, que guiam a humanidade para a ascensão. Actualmente, Shamballa encontra-se no plano etérico, com as mesmas características que possuía no plano material, porém mais subtil e mais iluminada. Entre os povos da Índia, China, Mongólia, Tibete e Rússia existem muitas referências a Shamballa, a terra das águas cristalinas, a cidade sagrada onde vivem os homens sábios e perfeitos. Ao longo dos tempos, surgiram relatos de pessoas, que ao viajarem por esses lugares, tiveram contacto e grandes experiências místicas com esses seres que o ocidente praticamente desconhece. A tradição esotérica sustenta que o lugar ainda é a morada terrena dos poderosos seres e que nela se reúnem a cada sete anos os iniciados de todas as nações.


Shiva - o deus da Destruição. Um dos três deuses que forma a Trimurti (a sagrada trindade hindu). Pode ser representado em meditação, a dançar sobre o demónio da ignorância (como Shiva Nataraja), sobre um touro (Nandi) que representa a virilidade. A sua consorte é a deusa Parvati.


Shiva Nataraja - Shiva tem muitas formas e representações, mas a mais popular talvez seja a de Shiva Nataraja, o Deus da Dança. Esta imagem, cuja primeira aparição remonta ao séc. V e representa o Deus Shiva dançando o Tandava. Na Índia, a dança está associada à vida. A criação e a destruição são uma dinâmica do Universo aqui representada por Shiva dentro de um halo de chamas. É em Shiva que o Universo interage e cria, dando vida e movimento a tudo o que existe, atingindo a verdade através da sua dança, que, segundo Saraswati, conta 108 Karanas (posições da dança que coordena corpo, mãos e pés). A dança de Shiva contém três simbologias: por um lado representa todo o dinamismo existente no Cosmos. Por outro representa a intenção de libertar todos os seres de Maya, a deusa da ilusão e da ignorância. Por fim, mostra que o local da dança é Chindambaram, o centro do universo, que se encontra no coração.


Sol - De acordo com a astrologia, o sol simboliza o ego consciente, o Eu e a autoexpressão. É o yang, o poder masculino, paternal e representa a força vital. É-lhe atribuído aspectos como o poder pessoal, a assertividade, o orgulho, a autoridade, a capacidade de liderança, a espontaneidade, a saúde e a vitalidade.


Sri Yantra - Um yantra é um instrumento de conexão da energia do praticante com a energia do cosmos e é uma representação simbólica do aspecto de uma divindade, geralmente a Deusa Mãe (Durga). É composto por figuras geométricas interligadas, como círculos, triângulos, hexágonos e flores de lótus que formam um padrão fractal. O Sri Yantra (Shri Yantra) é um dos yantras mais auspiciosos e sagrados da tradição hindu e simboliza a vida, simultaneamente individual e universal como uma incessante interacção de opostos cooperantes (criação e destruição, feminino e masculino, o eu interior e o eu universal, evolução e involução). Contém nove triângulos que se interpenetram formando 43 pequenos triângulos dispostos em cinco níveis concêntricos. Juntos representam a totalidade do cosmos. Os triângulos voltados para baixo simbolizam o feminino (deusa Shakti) e os voltados para cima o masculino (deus Shiva). Os cinco triângulos femininos, em expansão ascendente, e os quatro triângulos masculinos, em sentido contrário, simbolizam o processo contínuo da criação. O triângulo (trikona) é o símbolo da Shakti, a energia feminina ou o aspecto da Criação. O triângulo apontado para baixo representa a Yoni (o órgão sexual feminino) e o símbolo da fonte suprema do Universo. Simboliza também o elemento água. O triângulo apontado para cima representa a aspiração espiritual, a sublimação da própria natureza para os planos mais subtis. É também o símbolo do elemento fogo. O círculo representa a rotação, fundamental na evolução do macrocosmo. Ao mesmo tempo, representa a perfeição, o vazio e o elemento ar. O quadrado, que geralmente é o exterior do yantra, simboliza o elemento terra. Os rectângulos sobressaídos do quadrado são as portas de entrada no templo. O lótus é o símbolo da pureza e, num yantra, representa a força absoluta do Ser Supremo em que cada pétala representa de forma diferente as energias subtis. O centro do yantra, chamado de Bindu, simboliza o Absoluto, a fonte de toda a criação, a energia suprema, o centro onde tudo se origina e onde tudo se concentra. O Sri Yantra, tal como todos os yantras tradicionais, foram recebidos por mestres, gurus, através da revelação, pela clarividência. Não podem simplesmente ser inventados a partir da imaginação. Por este motivo, os yantras não são apenas uma imagem bonita para ser apreciada, são ferramentas para a meditação e concentração (através do foco numa imagem única e simples, um yantra) abrindo caminho para níveis superiores da consciência. São uma ajuda inestimável no caminho da espiritualidade.


Sumeru (Conta) - ver Meru


Swadhistana - O Chakra Sacral ou Sexual é o segundo dos 7 principais chakras. Este chakra contém o poder das relações. A sua energia torna-se distinta por volta dos 7 anos de idade, altura em que as crianças começam a interagir com outras  crianças e adultos de forma mais independente dos pais e fora do ambiente doméstico. Começam a individualizar-se, a formar relações e a explorar o seu poder de escolha. Sendo uma energia de um chakra inferior, que nos impele para o relacionamento com forças exteriores, o segundo chakra é uma força poderosa.


Swastika - A swastika é um símbolo que teve uma grande mancha na sua história. Tornou-se afamada durante a 2ª Guerra Mundial, foi associada ao nazismo e anti-semitismo e desde então que tem sido repudiada. O seu significado em nada tem relação com o mal, mas infelizmente nem todos conhecem a sua verdadeira simbologia. A sua primeira aparição remonta há pelo menos 12.000 anos. Foi adoptada por diversos povos e culturas, tendo ganho especial importância nos país asiáticos. Os hindus e budistas consideraram-na um símbolo de boa sorte, prosperidade, abundância e eternidade. De facto, swastika é uma palavra sânscrita (svastika) que significa bem-estar ou boa sorte. Na cultura asiática pode ser visto em vários pontos das cidades e aldeias, sobretudo em templos. Muitas estátuas budistas contêm este símbolo esculpido nas mãos e pés. Diz-se que contém a mente de Buda. Derivado ao grande tropeção na história e às tentativas de recuperar a beleza e bondade originais deste símbolo, muitos mitos foram criados e só vieram gerar confusão. Um deles, o maior mito, é a ideia de que a Swastika invertida contém um mau significado o que é profundamente errado. A Swastika não tem significados opostos consoante a sua orientação. No hinduísmo tem a seguinte simbologia: Sentido horário: um dos 108 símbolos de Vishnu, representa o sol e o dia. Sentido anti-horário: representa a Deusa da destruição Kali (uma das manifestações de Parvati), mas também a noite e a magia. Um dos usos mais comuns. Já no budismo japonês, o significado é o seguinte: Sentido horário (Ura Manji): representa a força e o intelecto. Sentido anti-horário (Omote Manji): representa a compaixão infinita.


T


Taça Tibetana - As taças tibetanas remontam ao tempo do Buda Shakyamuni (560-480 a.C.). A tradição foi levada da Índia para o Tibete, juntamente com os ensinamentos do Buda, pelo mestre tântrico Padmasambhava no séc. VIII. As taças tibetanas produzem sons que invocam um profundo estado de relaxamento e são por isso um excelente instrumento em muitas práticas e rituais de cura, religiosos e espirituais, incluindo a meditação, o yoga e terapias holísticas como o Reiki. Em muitas escolas de yoga, as taças são utilizadas para iniciar ou terminar as sessões. Tocar uma taça e ouvir o seu som harmonioso provoca uma sensação imediata de centralização, de foco, de bem-estar. Leva imediatamente o utilizador ao momento presente, ao agora. Podem ser encontradas em templos, altares privados, mosteiros e em salas de meditação por todo o mundo. Existem em vários tamanhos, sendo os tons mais claros produzidos pelas taças pequenas e os tons mais profundos e ressonantes produzidos pelas taças maiores. Para tocar, sente-se com a coluna recta e segure a taça com a mão plana e os dedos esticados (não agarre a taça, mantenha-a apenas apoiada na palma da mão). Evite o contacto da taça com anéis para não criar ressonância. Com firmeza faça circular o mallet pela borda externa, sem fazer pressão e num movimento regular. Assim que começar a emitir som, pode abrandar o movimento ou parar. A taça irá continuar a "cantar" mesmo depois de parar o mallet.


Thangka - Thangka é um tipo de pintura sagrada originária do Tibete que remonta ao séc. VIII e significa "mensagem gravada". A sua finalidade é transmitir uma mensagem ao praticante que as contempla ajudando na meditação através da visualização de uma divindade e oferecendo um caminho para a iluminação. Tradicionalmente é uma pintura em seda, cetim ou pano com bordados geralmente representando divindades, mandalas ou cenários budistas que lamas e monges utilizavam para disseminar o Dharma (ensinamentos de Buda). Sendo consideradas pinturas de rolo, como um pergaminho, eram facilmente transportadas e desenroladas para atender às necessidades da população maioritariamente nómada. Serviu como importante ferramenta de ensino para retratar a vida de Buda, líderes espirituais influentes, bodhisattvas e outras divindades, bem como a filosofia budista. Eram e continuam a ser frequentemente penduradas em mosteiros e altares e utilizadas em rituais, cerimónias e locais sagrados e de devoção. Thangkas especiais pintados por grandes mestres de determinada linhagem são desenrolados hoje em dia em feriados importantes para contemplar e adorar. Antigamente eram pintados em linho branco e, em ocasiões especiais, em seda. As tintas eram produzidas a partir de pedras como o lapis lazuli, cinabre, entre outras, pétalas de flores e vegetais. O ofício de fazer thangkas era um negócio familiar que passava de pais para filhos. O pintor deveria ter um conhecimento profundo e exacto das medidas e proporções de uma divindade de acordo com a iconografia budista e com a prática artística. Uma grade contendo essas proporções rigorosas era essencial para manter fiéis as medidas da divindade. Os aspirantes a artistas passavam anos a estudar as linhas de grade da iconografia budista e as proporções das diferentes divindades, passando posteriormente para a técnica de mistura e aplicação de pigmentos minerais. Tradicionalmente o curso de pintura de thangkas tinha a duração de 7 anos. Hoje em dia há escolas tibetanas que oferecem um programa de 3 anos seguindo-se a prática como aprendizes por mais 3 anos, antes de serem considerados pintores de thangkas qualificados. Com a entrada de influências da arte chinesa por volta do séc. XIV, criou-se outro estilo distinto do tibetano e ao longo do tempo foram criadas diversas escolas, estilos e técnicas que se mantêm até hoje. Um objecto de devoção para uns e para outros uma obra de arte de uma tradição milenar.


Tingshas - Os tingshas são pequenos címbalos que têm vindo, desde há séculos, a ser utilizados em orações, meditações e rituais do budismo tibetano. São produzidos em metais e unidos por um cordão de couro. Quando tocados o som é claro, alto e harmonioso. Para tocar, segure cada um dos címbalos pelo cordão perto do tingsha (um em cada mão). Coloque os címbalos paralelos um ao outro e toque-os. Permita que toca até se silenciarem. Os tingshas podem ser inclusive utilizados para limpezas energéticas. Para limpar espaços, objectos, as suas pedras de cura, japamalas, etc. A alta vibração do som dissipará as energias densas trazendo paz e clareza. Uma excelente alternativa para quem não gosta ou não pode utilizar defumos e incensos. E para terminar... os tingshas querem-se para tocar. De vez em quando retire-os da prateleira, toque-os e deixe-se levar pelo maravilhoso som.


Tara - Tara é uma das divindades mais queridas e importantes no budismo Tibetano, mas também adorada no Nepal e na Mongólia. É caracterizada pela sua compaixão e representa a acção virtuosa e iluminada. Dizem que a sua compaixão é mais forte que o amor de uma mãe. Protege os seres nas viagens terrenas, nas jornadas espirituais para a iluminação e oferece longevidade. Antes de ser adoptada pelo budismo, Tara foi adorada no hinduísmo como uma manifestação da deusa Parvati. De acordo com a tradição tibetana, Tara nasceu das lágrimas de compaixão do Bodhisattva Avalokiteshvara (Kuan Yin ou Chenrezig no Tibete) que chorou ao ver o sofrimento dos seres no mundo e as suas lágrimas formaram um lago no qual surgiu uma flor de lótus. Quando o lótus se abriu, a deusa Tara foi revelada. Uma lenda conta que as lágrimas do olho esquerdo do Bodhisattva deram origem à Tara Branca e as do olho direito à Tara Verde. E ainda outra lenda conta que Tara nasceu de um raio de luz azul que emana de um dos olhos do Bodhisattva. A Tara Verde, no seu lótus meio aberto, representa a noite, enquanto que a Tara Branca, no seu lótus em plena floração, simboliza o dia. Tara Verde incorpora a actividade virtuosa enquanto que a Tara Branca a serenidade e a graça. Juntas, simbolizam a interminável compaixão da deusa que trabalha dia e noite para aliviar o sofrimento. O principal papel de Tara Verde é o de salvar e proteger. Ajuda os seus seguidores a superar os perigos, os medos e ansiedades e é especialmente adorada pela sua capacidade de superar as situações mais difíceis e a sua prontidão a entrar em acção. É intensamente compassiva e muito rápida a ajudar aqueles que a invocam. Tara é uma das divindades mais invocadas pelos praticantes do budismo vajrayana tibetano na meditação para desenvolver certas qualidades internas e trazer à compreensão os ensinamentos externos, internos e secretos sobre a compaixão e o vazio. O seu mantra é Om Tare Tuttare Ture Soha.


Tassel - Simboliza as raízes da flor de lótus lembrando que sem lama não há lótus. Representa a ligação com o Divino, a iluminação, a pureza, a consciência pura e a libertação.


Tetragrammaton - O nome sagrado de Deus nas escrituras judias. Também conhecido como YHWH (Yahweh). Simboliza o poder místico.


Trevo (Três Folhas) - Para os hindus representa a deusa Tríplice e o passado, presente e futuro, para os cristãos representa a Santíssima Trindade e para os celtas representa o Triskelion e o Triquetra.


Trikona - Consiste num triângulo equilátero. Símbolo da Shakti, a energia feminina ou o aspecto da Criação, mas também está associado à mente de Buda.


Triquetra - Significa literalmente "três (tri) cantos (quetrus)" e é um dos símbolos celtas mais antigos que remonta a 500 anos a.C. Representava, na época, as 3 faces da Grande Mãe (Virgem, Mãe, Anciã) e era considerado um símbolo sagrado que continha o poder da protecção e a interconexão entre os corpos físico, mental e espiritual. Ao longo dos séculos foi sendo adoptado por outras religiões e tradições tendo recebido outros significados. Tornou-se o símbolo da Santíssima Trindade entre os cristãos, a representação dos 3 elementos fundamentais (ar, água e terra), o ciclo infinito da vida (vida, morte, renascimento), o tempo (passado, presente, futuro), as 3 promessas de um marido a uma esposa (amor, honra, protecção), a família (pai, mãe, filho),... Hoje é também um símbolo utilizado na magia e no ocultismo em geral.


Triskelion - Também conhecido como Triskele, é um símbolo trilateral composto por três espirais interligadas. Considerado um dos símbolos irlandeses mais antigos, data de 3.200 anos a.C., aproximadamente. Embora seja considerado frequentemente um símbolo de origem celta, monumentos antigos como o Newgrange, mostram que realmente antecede os celtas por um período considerável. A interpretação celta evoca os 3 domínios da existência material: terra, água e céu (e todas as suas interconexões). Também foi pensado para representar os três mundos: espiritual, físico e celestial. A esta trindade, também estão associadas as seguintes simbologias: vida-morte-renascimento, passado-presente-futuro, criação-protecção-destruição, infância-maturidade-velhice, cada uma delas ligada a um aspecto do crescimento pessoal, desenvolvimento humano e progresso espiritual. A teoria de que representa a reencarnação baseia-se na linha contínua que compõe o símbolo e que pode ser análoga ao movimento ininterrupto do tempo. Neste contexto, representa o avançar constante para alcançar o estado de compreensão e esclarecimento. Também ligado aos estados da matéria: sólido-gasoso-líquido e aos três reinos: animal, vegetal e mineral, o triskelion carrega a poderosa simbologia do número 3 que é transversal a inúmeras religiões, raças e culturas. É, sobretudo, o símbolo da trindade, da união, da culminação, do cumprimento e do equilíbrio de forças.


U



V


Vairochana - É o representante da família de Buda. No Budismo Tibetano é conhecido como sangay namparnanzad, "conhecimento perfeito de todas as coisas tal como se manifestam". Vairochana manifesta-se através da visão e da ignorância. Quando alguém não consegue ver as coisas como elas realmente são experimenta a ignorância e produz um ponto de vista errado, tal como uma corda no chão de um quarto escuro que é apenas uma corda e não uma cobra como a ignorância assim determinou com base no medo e na angústia. Detém como símbolo a Roda do Dharma que representa os ensinamentos de Buda: ausência da ignorância, conhecimento perfeito e claro, abandono das emoções negativas e sabedoria para progredir no caminho da iluminação. Geralmente é representado como um buda branco, mas em muitas tradições é retratado de cor azul. O branco simboliza a pureza, a perfeição. Ambas as mãos de Vairochana estão colocadas em Dharma Chakra, o mudra do ensinamento. O único meio para remover a ignorância e as impurezas é aprender o Dharma que Vairochana está a revelar a todos os seres.


Vajra - Vajra provém do sânscrito e significa tanto diamante como raio. É um objecto de ritual associado ao budismo tibetano da corrente Vajrayana, onde é chamado de Dorje. O Vajra representa a indestrutibilidade de um diamante e a força invencível de um raio. Podem ser compostos por 3, 5 ou 9 raios (abertos ou fechados), com formas e tamanhos diferentes. O mais comum é o de 5 raios que contém 4 raios externos e 1 interno, o central, e representa os Cinco Dhyani Budas e as suas Cinco Famílias, mas também os cinco venenos (raiva, ego, desejo, inveja e ignorância) e as cinco sabedorias (sabedoria clara como espelho, equanimidade, sabedoria discriminativa, sabedoria que tudo realiza e natureza da mente). No centro existe uma pequena esfera que representa o Dharmata, a natureza intrínseca de tudo, a verdade suprema. Em seu torno, e dependendo do tamanho do vajra, encontram-se três anéis que representam a três Portas da Libertação (o vazio, a ausência de imagens e a ausência de objectivo). De cada lado, encontram-se duas flores de lótus, cada uma com oito pétalas, de um lado estão representados os oito grandes Bodhisattvas e do outro os seus respectivos consortes. Contém logo de seguida um anel que representa a realização do Bodhicitta, a Grande Compaixão. Para além deste anel, pode conter ainda outros seis anéis que simbolizam a generosidade, a paciência, a conduta moral, a alegria, a concentração e a sabedoria.


Vajra Duplo - O Vajra Duplo é uma combinação de dois vajras cruzados que interceptam na esfera central e apontam para os quatro pontos cardeais. Simboliza o princípio da estabilidade absoluta, a fundação e a sustentação do Universo. É frequentemente usado como um selo e muitas vezes é inscrito na base de estátuas budistas como símbolo de protecção para guardar orações e relíquias no seu interior.


Vishnu - O deus da Conservação. Um dos três deuses que forma a Trimurti (sagrada trindade hindu). É conhecido como o deus dos quatro braços e é responsável pela conservação do Universo. Segura uma flor de lótus que representa a reencarnação, uma maçã que simboliza a força, uma concha para afugentar os demónios e um chakra para destruir o mal.  É representado com uma cor de pele azul simbolizando a sua natureza impregnadora. Vishnu não está limitado no tempo ,nem no espaço, nem na matéria. A sua consorte é a deusa Lakshmi.


Vishuddha - O Chakra Laríngeo é o quinto dos 7 principais chakras. Este chakra personifica os desafios de submeter a nossa própria vontade e espírito à vontade de Deus. Numa perspectiva espiritual, o nosso objectivo supremo é a entrega plena da nossa vontade pessoal "nas mãos do Divino". Jesus e Buda, bem como outros grandes mestres, representam o domínio desse estado de consciência, a união total com a vontade Divina.


Vitarka (mudra) - Uma imagem do Buda histórico, Gautama, que representa um momento muito particular da sua vida, o primeiro sermão que deu após atingir a iluminação. A imagem mostra Buda a fazer o gesto do ensinamento, o mudra Vitarka. Este mudra, geralmente, é feito com uma mão, embora por vezes seja retratado com as duas. A mão, geralmente a direita, fica com a palma voltada para fora enquanto os dedos indicador e polegar formam um círculo que simboliza a perfeição sem início nem fim. Os restantes dedos apontam para cima.


W



X



Y


Yin Yang - O Yin Yang é talvez o símbolo mais conhecido e mais extensamente documentado da filosofia Taoísta. Representa o princípio da dualidade, os dois princípios opostos do universo. Yin (a metade preta) representa a energia feminina, a energia interna, o negativo, a lua, o frio, a escuridão, a sombra, a terra, a matéria,... Yang (a metade branca) representa a energia masculina, a energia externa, o positivo, o sol, o quente, a claridade, o brilho, o céu, a energia,... Ambos são a extremidades opostas e não podem existir um sem o outro. Um desequilíbrio do yin pode levar ao enfraquecimento do yang e vice-versa. Quando ambos estão em equilíbrio, as vibrações são aumentadas, os sete chakras principais são harmonizados e é fortalecida a conexão com o universo. De acordo com os princípios do Tao, o yin e o yang devem permanecer em proporções equilibradas para se alcançar a saúde física e mental, a prosperidade e a união com a existência espiritual. Todo o símbolo tem significados profundos: o círculo externo representa a própria criação, o Todo, o que não tem começo nem fim, a perfeição. Os redemoinhos representam a constante mudança da matéria que compreende toda a criação. Os pontos dentro dos redemoinhos, representam a presença da energia oposta que é carregada dentro de cada polaridade (todo o yin tem um yang, todo yang tem um yin) lembrando-nos que a consciência humana é constituída por essas energias opostas tal como no Cosmos.


Z


Zonar (Karuna Reiki) - O primeiro símbolo do Karuna que conecta à fonte de energia compassiva. Actua no chakra umbilical e nas emoções do presente ou do passado. Funciona como um anestésico das emoções e pode ser usado para tratar problemas originados em vidas passadas, harmonizar traumas da infância, situações de choque emocional (luto, separação, perda de emprego, ...), harmonizar o chakra umbilical. Serve também para criar conexão com o Arcanjo Gabriel e conexões interdimensionais.



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