INFORMAÇÃO - ENVIOS    


{ACTUALIZAÇÃO 16.03.2020}

Informamos que dadas as dificuldades no acesso aos diversos postos dos CTT e elevado risco de exposição ao contágio

não iremos proceder a envios registados ou com pagamento na entrega durante tempo indeterminado.

Em alternativa, e até informação em contrário, publicada aqui, iremos proceder a envios em correio verde

(em todos os artigos excepto estatuetas e grelhas de cristais), sendo que os portes serão ajustados a este tipo de envio.

De salientar que o correio verde não tem registo e embora os extravios sejam pouco comuns, devem ser tidos em conta tal como possíveis atrasos nas entregas.

Pedimos a vossa compreensão para a medida tomada que não é a ideal mas, de momento, é a única que não nos coloca em risco (e a todos)

e a mais viável para que continuem a receber as vossas ferramentas de meditação e oração.


"Estamos todos juntos. Somos todos UM"


Gratidão 🙏 💗


Símbolos J-R (Significados)



(ler Símbolos A-I)

J


Japamala - É um colar ou pulseira de contas que serve como instrumento de meditação e recitação de mantras. É uma palavra do idioma sânscrito em que Japa significa repetição e Mala colar ou cordão de contas. Provém da Índia e a sua utilização teve origem no Budismo e no Hinduísmo, tendo ficado conhecido globalmente como terço budista ou simplesmente terço espiritual. Com uma poderosa simbologia, o japamala é constituído por 108 contas, ou divisões deste número, que representam os 108 nomes sagrados da Força Criadora, mas também os 108 principais Nadis (canais de energia). Pode ser encontrado em 4 estilos: 108, tibetano, zen e mantra cujas diferenças se encontram nas divisões e disposição das contas. O início/fim do Japamala é marcado por uma conta distinta, de nome Meru ou Guru, de onde pode sair um pendão (Tassel), um símbolo sagrado, uma figura divina ou uma combinação de vários destes elementos. Tradicionalmente são constituídos por materiais naturais como madeiras, pedras e sementes que contêm inúmeras propriedades terapêuticas que oferecem diversos benefícios à saúde física, emocional, mental e espiritual, o que faz com que seja um objecto muito apreciado e utilizado por todo o mundo e por qualquer pessoa. Os colares podem ser encontrados com 108 ou 54 contas e as pulseiras com 12, 18, 27 ou 36 contas. Neste caso, para a recitação de mantras, o japamala deve ser voltado e contado as vezes necessárias até totalizar o número 108


K


Kali - É a deusa tríplice da criação, da conservação e da destruição, também conhecida como a Mãe Devoradora. É representada com um aspecto destruidor. Na índia é adorada como um arquétipo de Devi, a Grande Mãe, de quem tudo se origina e para quem todos devem retornar.


Krishna - Uma encarnação de Vishnu. É reconhecido pela sua pele azul e pela sua indumentária constituída por um dhoti (pareo) amarelo e um turbante de penas. É conhecido como o pastor divino e simboliza a relação alegre e brincalhona entre os deuses e os seres humanos. É representado como um jovem numa posição relaxada, sempre com uma perna dobrada sobre a outra, a tocar flauta.


Kuan Yin - A Deusa da Grande Compaixão e a mais respeitada e acarinhada entre as divindades do budismo chinês. Kuan Yin é um Bodhisattva, aquele que jurou salvar todos os seres do sofrimento e da roda da reencarnação e levá-los à felicidade. No budismo indiano é Bodhisattva Avalokiteshvara (Chenrezig em tibetano) que representa a suprema compaixão por todos os Budas. No budismo indiano considera-se que Kuan Yin é a forma feminina de Avalokiteshvara. Embora inicialmente tenha sido retratada com forma masculina, com a introdução do budismo tântrico na China, Kuan Yin começou a ser representada como uma bela deusa vestida de branco. Apesar da controvérsia entre as representações ora como deus ora como deusa, as escrituras budistas ensinam que um bodhisattva pode encarnar sob qualquer forma, seja homem, mulher, criança ou animal, dependendo da espécie que pretenda salvar. É considerada o símbolo máximo da pureza espiritual e está em toda a parte emanando a energia da Mãe Divina, vendo e ouvindo todos os seres que precisam de ajuda. É a salvadora compassiva, a deusa da vida em si mesma. É a mestra da hierarquia divina que trabalha na frequência do amor incondicional, da compaixão e da misericórdia. Tem grandes semelhanças com Maria, Mãe de Jesus, e Tara, a deusa tibetana. Representa a força da Mãe Universal no oriente tal como Mãe Maria no ocidente. Os seus devotos acreditam que ouve todas as orações e pedidos de ajuda e quem se sintoniza à sua energia, sente o quanto é amorosa e doce. Kuan Yin assume diversas formas, 33 ao todo, cada uma com as suas diferentes habilidades de protecção, de cura, de purificação, de realização e de libertação.  Kuan Yin não trabalha sozinha e muitas vezes aparece na companhia de outros seres de luz, entre eles o Buda do Paraíso Amida, que pode ser visto frequentemente na sua coroa alta. Conta uma lenda que Kuan Yin teria encarnado como filha de um imperador por volta do ano 700 a.C. e que perante a recusa em contrair matrimónio e determinada a seguir uma vida religiosa, terá saído de casa e se refugiado num convento. Foi submetida às mais árduas tarefas pelo seu pai que enraivecido pela sua inabalável devoção ordenou a sua execução. A espada assim que tentou trespassá-la quebrou-se em 1000 pedaços. O pai ordenou então a sua asfixia, mas quando a sua alma deixou o corpo e desceu até ao inferno, este transformou-se em paraíso. Foi então que parou de ouvir os os lamentos do mundo e resolveu regressar para curar os enfermos e salvar marinheiros de naufrágios. Enquanto viveu, percorreu o mundo, viu muita dor e jurou amparar e proteger todos os seres. Passou por numerosas encarnações até à sua ascensão há milhares de anos. Fez o voto do Bodhisattva e jurou que enquanto existisse uma alma a sofrer, ela estaria presente na Terra. O seu mantra é: om mani padme hum (trad.: "Salve a Jóia no Lótus").


Kundalini - É a essência espiritual do Ser. A energia criadora do universo manifestada no homem. É a força, mas também o universo. Está associada a Shakti e Shiva, o poder feminino e masculino. Está localizada na base da coluna, em estado adormecido e representada por uma serpente enrolada que vai do chakra raiz ao chakra da coroa. O símbolo do Caduceu é considerado uma antiga representação da Kundalini. Uma vez despertada, sobe passando por cada chakra, ocorrendo a libertação, o despertar da consciência suprafísica. Depois de despertada, experiências transcendentais podem ocorrer.


L


Lakshmi - A companheira e consorte de Vishnu. É a deusa da prosperidade, da pureza e da generosidade. Representa a boa sorte. Tem o rosto dourado, quatro braços e está sentado sobre uma flor de lótus. Devotos da Índia e Bagladesh acreditam que todos os outonos, na noite que possui a lua mais brilhante, Lakshmi desce à terra montada numa grande coruja branca para eliminar toda a pobreza, estagnação e preguiça das suas vidas.


Lingam - Símbolo de Shiva, deus da destruição, que simboliza o processo eterno de criação e regeneração. É uma palavra sânscrita que significa "marca" ou "falo", o símbolo masculino da procriação.


Lua - De acordo com a astrologia, a lua está associada às emoções, ao inconsciente, às recordações, mudanças de humor, capacidade de relacionamento e adaptação às outras pessoas e aos diferentes ambientes. Governa aspectos mais profundos da personalidade (incluindo aspectos ocultos). A lua está associado ao yin, o poder feminino, maternal, à receptividade e à necessidade de segurança.


M


Mandala - É um símbolo espiritual que teve origem no budismo tibetano. É uma palavra em sânscrito que significa literalmente "círculo". As mandalas são reconhecidas pelos seus círculos concêntricos e formas geométricas, mas são muito mais que isso. São a representação do Universo e são ricas em simbolismo e significado sagrado. Quando completa, uma mandala torna-se uma área de recepção para divindades e forças universais. Ao entrar mentalmente numa mandala e percorrê-la até ao seu centro, a pessoa está a ser guiada pelo cosmos até à essência da realidade. Contemplar uma mandala é um ritual fundamental no budismo tibetano, sendo considerada uma das imagens mais sagradas. Embora existam diversas representações em metais e papel, só as mandalas construídas por monges budistas em pó de areia colorida é que são consideradas sagradas porque enquanto estão a ser trabalhadas os monges estão em processo meditativo e a transmitir os ensinamentos do Buda. Após a sua construção, que pode demorar dias ou até mesmo semanas, a mandala é deliberadamente destruída num ritual sagrado em que a areia é atirada a um rio para distribuir as energias positivas que contém e para lembrar os monges que nela participaram do ensinamento de Buda àcerca da impermanência de todas as coisas.  Tradicionalmente, a sua composição contém um círculo exterior que simboliza a queima da ignorância, o círculo imediatamente a seguir simboliza a indestrutibilidade e a iluminação. Logo a seguir, outro círculo representa os 8 aspectos da consciência humana que liga a pessoa ao ciclo de renascimentos e por último, outro círculo que simboliza o renascimento espiritual. No meio, apresenta-se um quadrado que representa um templo para as divindades residentes que contém a essência de Buda. Nele encontram-se 4 portas que tanto representam as 4 direcções (norte, sul, este, oeste) como os 4 pensamentos ilimitados (bondade, compaixão, simpatia e equanimidade). Dentro do templo estão imagens de divindades, geralmente os Cinco Dhyani Budas (os Grandes Budas da Sabedoria) que embora se apresentem de forma idêntica, são diferenciados por cores e mudras e cada um tem a sua função (leia mais aqui). Por fim, no centro da mandala está a divindade principal, o ponto central que que representa a semente ou o centro do Universo.


Manipura - É o Chakra Plexo Solar e é o terceiro dos 7 principais chakras. Este chakra contém a energia do poder pessoal que se torna uma vibração dominante no nosso desenvolvimento durante a puberdade. Continua a auxiliar-nos no processo de individualização, de formação de um "eu", ego e personalidade separados da identidade herdada. Este centro energético contém também a maior parte das questões relacionadas com o desenvolvimento do poder pessoal e auto-estima. Este chakra completa a trilogia física do sistema energético humano (1º, 2º e 3º chakras). Tal como o chakra raiz e sacral, relaciona-se principalmente com uma forma física de poder. Enquanto o raiz corresponde ao poder de grupo ou tribal, e o sacral ao fluxo de poder entre o eu e os outros, o chakra do plexo solar relaciona-se com o nosso poder pessoal em relação ao mundo exterior.


Mantra - Um mantra consiste numa palavra, numa frase, ou em várias frases, em geral numa língua sagrada como o sânscrito, ou traduzida de um idioma para outro. A sílaba "man" deriva do sânscrito Manana (pensar). A sílaba "tra" deriva de Trâna (libertação das amarras do mundo das aparências = despertar espiritual). Um mantra pode gerar influências de cura em todos os níveis, de maneira geral ou específica. Podemos usar mantras para curar, promover o desenvolvimento da personalidade, evocar um influência espiritual específica, aliviar o medo, acalmar um animal, activar um símbolo (como um dos símbolos do Reiki) limpar pedras de cura, e muito mais.


Meditação - Meditação (dhyana em sânscrito) é uma técnica para serenar a mente e alcançar um estado de consciência totalmente diferente do estado normal de vigília. É um meio para a compreensão, em todos os níveis, de nós próprios, uma ferramenta de autoconhecimento que permite atingir um estado interior de consciência e intensificar o crescimento pessoal e espiritual. Não é uma religião nem uma ciência, embora seja utilizada para propósitos religiosos/espirituais e produza efeitos cientificamente comprovados ao nível físico, mental e emocional como a normalização da tensão arterial e da respiração, redução do stress, da ansiedade e do medo, combate estados depressivos, ajuda na auto-estima e na auto-confiança, melhora a memória, a concentração e a capacidade de tomada de decisões, aumenta o sistema imunitário, etc. Meditar envolve relaxamento e foco e pode ser praticada de diversas maneiras, através do som, da visualização, da observação, da respiração, do yoga.


Merkabah - A Merkabah é uma energia sagrada, uma ferramenta de ascensão espiritual que teve origem na Cabala em que "Mer" significa Luz, "Ka" significa Espírito e "Bah" significa Corpo, ou seja, Merkabah significa união do espírito e do corpo rodeado de luz. Na Geometria Sagrada é baseada no padrão primordial que criou todas as coisas e todos os universos, visíveis e invisíveis. Construída como uma estrela de David tridimensional, a Merkabah simboliza a interligação dos Reinos que fundem o Divino e o Humano num só e diz-se ser composta por campos de luz e energia que rodeiam cada pessoa, energia que se estende além do corpo físico. Diz-se também que até os planetas contêm esse campo de energia ao seu redor. Acredita-se que a Merkabah seja um veículo Divino feito inteiramente de luz projectado para transportar ou conectar o espírito e o corpo a reinos mais elevados. Textos judaicos antigos revelam que a palavra é também "carruagem" em hebraico (e por isso, também chamada de Trono ou Carro de Deus). Já na Bíblia é referida 44 vezes no Antigo Testamento. Utilizada em meditação, a Merkabah pode tornar-se uma fonte de poder e iluminação. Pode ajudar o praticante a perceber todo o seu potencial, a conectar-se com a bondade nele, bem como com o ser superior, e a transcender a outras dimensões e realidades.


Meru - A conta central que marca o início e o fim da recitação de um mantra no japamala. Também é conhecida como a "Conta 109", "Conta Guru" e "Sumeru" e é a conta extra (a 109) na estrutura de um japamala de 108 contas, não sendo contabilizada na contagem. Representa o Mestre, a Montanha, o Divino, a Divindade, e tem como função no praticante ajudá-lo a lembrar os motivos que o levaram a meditar. É uma conta que não é contada na recitação do mantra, nem deve ser tocada em sinal de respeito.

 

Metatron - O arcanjo Metatron é o anjo responsável por toda a criação, toda a sustentação da existência do mundo. É considerado um dos mais poderosos que existem, mais poderoso que Miguel, e é visto como o Anjo supremo.


Muladhara - É o Chakra Raiz ou da Base e é o primeiro dos 7 principais chakras. Este chakra contém o poder tribal. Arquetipicamente, a palavra tribal conota identidade de grupo, força de grupo, força de vontade de grupo e convicções de grupo. Todos estes significados constituem o conteúdo energético do primeiro chakra. É a nossa ligação a convicções familiares tradicionais que suportam a formação de identidade e o sentido de pertença a um grupo de pessoas numa localização geográfica.


Mannaz - A tradução literal de Mannaz é humanidade. Os antigos xamãs acreditavam na interdependência da raça humana, onde nenhum indivíduo conseguia ser inteiramente auto-suficiente. Como Mannaz é a Runa da interdependência, significa que o consultante terá a cooperação de outro ser humano, que o levará à resolução dos seus problemas. O conselho recebido será objectivo é impessoal, honesto e confiável. Também pode ser ajuda de algum profissional, como médico, advogado, banqueiro, etc... Mas Mannaz não indica a solução na outra pessoa, e sim, no próprio consultante, aconselhando-o a olhar para os seus problemas mais objectivamente, sem envolvimento emocional, afim de não seguir o rumo errado. Na primeira casa da tiragem astrológica, indica que o consultante é um forte aliado na defesa dos direitos humanos e do bem estar da humanidade. Significa também ambiente favorável para pôr os planos em acção.


N


Namasté e Namaskar - Namaste é uma antiga saudação com origem no sânscrito ainda em uso sobretudo na Índia, Nepal e em comunidades espirituais. Significa, literalmente, "curvo-me diante de ti". Outros significados mais filosóficos como "o Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em ti" foram atribuídos à expressão Namaste embora não existam dados literários que o comprovem. Quando pronunciado, é acompanhado de uma ligeira vénia com as duas mãos juntas. As palmas tocam-se com os dedos apontados para cima ao nível do peito e o tronco faz uma ligeira curvatura. Numa situação que se pretenda indicar profundo respeito, as mãos são colocadas em frente à testa. No caso de reverência a um deus ou santidade, a mão é colocada totalmente acima da cabeça. Usualmente também é pronunciada a saudação Namaskar, embora esta seja considerada um pouco mais formal, mas ambas as expressões revelam um grande sentimento de respeito.


Nazar - ver Olho Turco


Nó Infinito Budista - Um dos 8 Símbolos Auspiciosos do Budismo e o que mais se destaca. Representa a interligação, a causa e o efeito, o caminho espiritual entrelaçado e em constante mudança, a conexão do mundo espiritual, do tempo e da omnipresença de Buda. Concentra a ideia da dualidade, do equilíbrio das qualidades feminina e masculina. Não tem um início nem um fim, tal como a sabedoria e compaixão infinita de Buda. No Tibete representa também o Samsara, o ciclo infinito de nascimento, morte e renascimento. Originalmente, este símbolo foi associado a Vishnu, o conservador do Universo, e à sua consorte Lakshmi, deusa da prosperidade e da riqueza. Acredita-se também que possa ter evoluído a partir de um antigo símbolo naga com duas cobras estilizadas. Diz-se que a oferta de um nó infinito significa o estabelecimento de uma conexão auspiciosa entre quem dá e quem recebe, sendo este estimulado pelo karma justo lembrando que os efeitos positivos futuros têm as suas raízes nas causas do presente.


Nó Chinês da Sorte - Os nós chineses são uma arte decorativa do folk chinês que surgiu entre 960-1279 d.C. tendo-se popularizado entre 1368 e 1911 d.C. Consistem num nó amarrado com um único cordão, geralmente com estrutura simétrica e apresenta-se em diversas formas, cada uma com a sua simbologia. A palavra "nó" na china significa união, harmonia, reunião e casamento. Assim, o nó tornou-se um objecto auspicioso para expressar bons desejos como felicidade, prosperidade, amor e sorte.


O


Olhos da Sabedoria (ou Olhos de Buda) - Os olhos que tudo vêem, os Olhos de Buda, representam os poderes omnipotentes de Buda de ver no passado, no presente e no futuro. Simbolizam também parte da Iluminação, assim como a sabedoria de Buda sendo também conhecidos como os Olhos da Sabedoria. Os olhos observam nas quatro direcções e, na tradição budista, é assim que são lindamente retratados em pagodes, para mostrar a todos a visão das capacidades omnipotentes de Buda. Diz-se que existem dois tipos de olhos de Buda, os internos e os externos. Os olhos externos são chamados também de olhos materiais que são aqueles que observam o mundo exterior e que se acredita serem os olhos da sabedoria, já os olhos internos vêem o mundo do Dharma, dos Ensinamentos de Buda, e são considerados o Terceiro Olho de Buda. Um símbolo ondulado é representado ao centro na zona do nariz que é o número um em sânscrito e simboliza a unidade de todas as coisas existentes no mundo. No budismo acredita-se que todos os seres sencientes podem alcançar os olhos da sabedoria e ver além do mundo material. A ilusão, a ganância, o ódio e a ignorância conduzem à escuridão da vida e só a luz da sabedoria pode afastar as pessoas da escuridão. Os olhos de sabedoria de Buda trazem luz aos tempos sombrios e indicam o caminho da iluminação.


Olho de Deus - Também chamado de O Olho que Tudo Vê ou O Olho da Providência. Simboliza os olhos de Deus a observar a humanidade. É representado geralmente dentro de uma pirâmide ou triângulo que simboliza a omnisciência ou o conhecimento espiritual. Pode se ser encontrado em várias religiões e filosofias como no Cristianismo, na Maçonaria, nos Illuminati e até mesmo como parte do símbolo Hamsá no Islamismo. Algumas fontes relacionam, inclusive, este símbolo com o Olho de Hórus.


Olho Turco - O Olho Turco (Nazar ou Olho Grego), geralmente de cor azul e de forma arredondada, surgiu na Turquia para protecção contra o mau-olhado. Os turcos acreditam que todas as energias são dirigidas ao amuleto e não atingirão a pessoa que o está a usar. De acordo com a lenda, uma mulher deu à luz uma criança saudável e que os vizinhos depressa se apressaram a visitar o recém-nascido para o elogiar. Semanas mais tarde a criança adoeceu sem qualquer explicação. Segundo os turcos, isso é a força do mau-olhado. Por isso, as mães turcas colocam um pequeno amuleto nos seus bebés para os proteger. Se partir ou rachar, significa que cumpriu a sua função de protecção e deverá ser substituído por um novo.Este poderoso amuleto funciona como um escudo de protecção contra energias negativas e afasta o mau-olhado e a inveja.


OM - O Mantra por excelência, o som primordial do Universo. Os antigos Upanishades indianos chamavam o OM de "Sílaba suprema" e "mãe de todos os sons". Representa a consciência cósmica mas não a Força Criadora e sim um nível de consciência mais elevado do Universo material formado pelo Grande Deus e pela Grande Deusa. Pronuncia-se AUM e não OM e cada letra tem um significado profundo: A - a forma, a estrutura material na sua forma verdadeira, espiritual, ou seja a Geometria Sagrada e a vida material que é vivida de modo espiritual. O estado desperto, lúcido e subjectivo que significa a consciência individual. U - o estado de sonho, onde a consciência individual reside no reino dos desejos, dos sentimentos e dos pensamentos. "U" representa o elemento ar e o movimento é dirigido para cima em direcção ao céu. M - o estado de sono mais profundo, a consciência da unidade perfeita. Simboliza o vazio, o potencial ilimitado do qual tudo se origina e para o qual tudo volta.


Om Mani Padme Hum - O mantra da compaixão que significa literalmente "Salve a Jóia no Lótus" e está associado à amada Kuan Yin, a deusa da Grande Compaixão. É um mantra de evocação de Kuan Yin. Dalai Lama diz que a sua recitação liberta o corpo, palavras e mente impuras transformando-os num corpo puro e louvado e em palavras e mente de um Buda. Cada sílaba contém um significado profundo: OM - é a vibração do TODO; MANI - a jóia espiritual que mora no coração (é o próprio espírito, a essência de Brahman); PADME - lótus. É o chakra cardíaco que envolve energeticamente essa jóia subtil; HUM - a vibração da compaixão do TODO. No Budismo Tibetano, OM MANI PADME HUM tem o seguinte significado: OM - meditação / bem aventurança; MA - Paciência; NI - Disciplina; PAD - Sabedoria; ME - Generosidade; HUM - Diligência.


Ouroboros - Símbolo composto por uma serpente que morde o seu próprio rabo formando um círculo. Pode ser encontrado em várias culturas representando conceitos de circularidade, unidade e infinidade. É também um símbolo maçónico que representa a eternidade, a renovação, o amor e a sabedoria.


Olho de Hórus - Um símbolo egípcio que representa força, poder, coragem, protecção, clarividência e saúde. Reproduz o olhar aberto e justiceiro de um dos deuses egípcios da mitologia: o deus Hórus. Este símbolo é representado por um olho humano, composto por pálpebras, íris e sobrancelha. As linhas abaixo figuram as lágrimas, que por sua vez, simbolizam a dor na batalha em que Hórus perdeu o seu olho. A forma como é representado está associada a alguns animais adorados pelos egípcios, como o gato, o falcão e a gazela. Hórus era considerado o deus dos céus, filho de Osíris e de Ísis, e possuía uma cabeça de falcão. O seu olho tornou-se um amuleto de sorte muito usado. A simbologia da sorte presente neste amuleto que afasta o mal, provém da lenda egípcia que conta que, para vingar a morte do seu pai, enfrentou Seth, o deus do caos. Como consequência dessa luta, Hórus perdeu o seu olho esquerdo que, por sua vez, foi substituído por um amuleto de serpente. Por este motivo, o olho de Hórus tornou-se um símbolo de protecção e força, talvez o mais conhecido e utilizado no Egipto, usado para conceder poderes curativos. Não obstante, para os egípcios, o olho era o espelho da alma, e possuía poderes mágicos contra o mau olhado e as forças do mal.


P


Parvati - Uma representação de Shakti, o poder feminino divino. É a companheira e consorte de Shiva e mãe de Ganesha. Simboliza a fecundidade, a felicidade marital, a devoção ao esposo e o poder.


Pentagrama - Um símbolo místico representado por uma estrela de cinco pontas dentro de um círculo. Está associado à busca pelo conhecimento divino. As quatro pontas inferiores representam os quatro elementos e as quatro direcções, enquanto que a ponta superior que aponta para cima representa o espírito. O círculo simboliza a união de todos os elementos e a harmonia entre eles. Utilizado na Wicca, servia para invocar os espíritos elementais das quatro direcções no início dos rituais.


Pranam Mudra - Também conhecido como Prônam, Anjali ou Gassho. É um gesto de reverência, saudação, interiorização, cumprimento e reflexão. É o mudra da oração e a forma mais comum de cumprimento na Ásia. É utilizado por praticantes de meditação e de reiki, mas também é um dos mudras utilizados no ioga. Consiste nas palmas de mãos unidas em frente ao peito, junto  ao chakra cardíaco, com os dedos apontados para cima e ligeiramente curvados nas zonas das articulações deixando um espaço entre as palmas das mãos que faz parecer uma flor ainda por abrir, simbolizando a abertura dos nossos corações.


Q



R


Ratnasambhava - É o representante da família Ratna. No Budismo Tibetano é conhecido como sangay rinchenjungdan, a fonte de todas as qualidades preciosas. Ratnasambhava é a purificação do orgulho. É um Buda amarelo ou dourado que representa a riqueza. Possui como símbolo uma jóia que simboliza a realização dos desejos dos seres vivos. As suas mãos estão em Varada mudra, o mudra da suprema generosidade.


Roda do Dharma - Um dos símbolos mais importantes do Budismo pois representa os ensinamentos de Buda. O Buda foi aquele que virou a roda do Dharma, e portanto o símbolo é o Dharmachakra ou Roda da Lei. No Tibete, significa a Roda da Transformação. O movimento da roda é uma metáfora para a rápida mudança espiritual idealizada por Buda. Também se acredita que represente o ciclo infinito de Samsara (ciclo de nascimento, morte e renascimento) e que só pode ser evitado através dos ensinamentos de Buda. Alguns budistas consideram que existem 3 bases fundamentais na roda que são o símbolo dos 3 treinamentos: o centro simboliza a disciplina moral, que estabiliza a mente; os raios representam o Nobre Caminho Óctuplo e a sabedoria aplicada para derrotar a ignorância; a borda representa o treinamento em concentração, que contém o resto. A roda era um símbolo muito comum na arte budista antes da introdução de imagens de Buda. Naquela altura, simbolizava não só os ensinamentos de Buda, como o próprio Buda. Na Índia, nos topos dos pilares construídos pelo imperador Ashoka, quatro leões eram esculpidos com quatro rodas a enfrentar as quatro direcções para proclamar o Dharma budista em toda a Índia. Hoje, a roda aparece na arte de toda a cultura budista. Nas imagens de Buda, é frequente ver-se a roda nas palmas das mãos e dos pés, sendo uma das 32 marcas de um grande homem. No Tibete, é um dos 8 Símbolos Auspiciosos e muitas vezes aparece flanqueado por dois veados. É símbolo central nas mandalas e também surge no Dharmachakra Mudra, no qual o Buda forma uma roda com a posição das suas mãos.


Rosa - Desde tempos imemoriais que as rosas simbolizam Deus. O aroma forte e doce traz à mente a poderosa doçura do amor, que é a essência de Deus. Portanto, não é surpreendente que muitos milagres e encontros com anjos ao longo da história tenham envolvido rosas. Os anjos usam aromas de rosas como sinais físicos da sua presença espiritual, por isso existem tantos relatos de pessoas que regularmente sentem o cheiro das rosas enquanto se comunicam com os anjos em oração ou em meditação. As rosas têm campos de energia poderosos que vibram a uma alta frequência - a mais alta de todas as flores da Terra. Como a energia angélica também vibra a um nível muito elevado, os anjos podem conectar-se mais facilmente com as rosas do que com outras flores com vibrações mais baixas. Barachiel, o arcanjo das bençãos, é geralmente representado com uma rosa ou pétalas de rosas, que simbolizam as bençãos de Deus que Barachiel ajuda a entregar às pessoas. Na mitologia antiga, a rosa era um símbolo do amor eterno nas histórias de como os deuses interagiam entre si e com os seres humanos. Os pagãos usam rosas como decoração para representar os seus corações. Os muçulmanos vêem as rosas como símbolos da alma humana e ao sentirem o perfume de uma rosa é-lhes lembrada a sua espiritualidade. Para os hindus e budistas, as rosas (e outras flores) são como expressões de alegria espiritual. Para os cristãos, as rosas são lembretes do Jardim do Éden, o paraíso num mundo que reflecte os desígnios de Deus. A Virgem Maria está intimamente associada às rosas e a uma oração tradicional que reflecte a vida terrena do seu filho Jesus Cristo e que é feita num terço, também chamado de rosário. O rosário, que significa "coroa de rosas", é um cordão de contas  e que é usado como ferramenta física para a concentração de orações.


Runas - As Runas consistem num "jogo" de 25 peças idênticas em tamanho e formato tradicionalmente feitas em materiais naturais como madeira ou pedra. As Runas contêm um poder mágico e profético e popularizaram-se como uma ferramenta de adivinhação que dominava a vida quotidiana dos povos escandinavos que acreditavam que os poderes mágicos das runas lhes trariam prosperidade, sorte e saúde. Mais tarde, a sua utilização tornou-se transversal a diversas culturas.


Runas de Odin - Runas significa "sabedoria secreta" e são um código de mensagens antigo oferecido à humanidade pelo Deus central da mitologia nórdica, Odin. Segundo a lenda, Odin enforcou-se de cabeça para baixo num ritual de auto-sacrifício na Árvore do Mundo de nome Yggdrasil (um freixo colossal localizado no centro do Universo e que sustenta os nove mundos da cosmologia nórdica). Depois de nove noites e nove dias em sofrimento, Odin recebeu o conhecimento das Runas para assim guiar e orientar os seus homens protegendo-os com a sua sabedoria.



(continuar a ler Símbolos S-Z)



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