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Fui desafiada a escrever um artigo sobre o meu percurso neste mundo sagrado dos japamalas. Aqui está ele.Durante muitos anos, trabalhei na área do design gráfico. O esoterismo sempre me despertou curiosidade, mas não passava disso — livros, histórias, filmes. Até que um dia mergulhei em cursos de Reiki, meditação e outras práticas espirituais. Foi como se algo tivesse despertado em mim.
Certo dia, durante um curso, ouvi falar pela primeira vez de um japamala. Não sabia exatamente o que era, mas senti um chamamento imediato. Era como se, de alguma forma, aquele objeto já tivesse feito parte da minha vida noutra altura.Movida por essa ligação inexplicável, comecei a pesquisar e a estudar. Quando finalmente decidi comprar um, percebi que em Portugal só encontrava “aproximações”: colares de contas sem nós, sem Meru… sem a alma de um verdadeiro japamala.Resolvi então criar o meu. Antes, mergulhei no estudo das técnicas e da sua anatomia. O primeiro nasceu em obsidiana preta e crisocola, com um símbolo da Flor da Vida. Era lindo, mas não se alinhava comigo. Fiz outros, em diferentes materiais, e nenhum parecia ser o meu.Foi nesse processo que compreendi algo essencial: não somos nós que escolhemos o japamala — é ele que nos escolhe.
Meses depois, criei um de rudraksha e quartzo rosa, com um tassel rosa e um símbolo da Kuan Yin. Antes mesmo de o usar, soube que era o meu. Usava-o regularmente nas minhas meditações até o tassel se soltar no mesmo dia em que comprei uma conta Meru esculpida à mão em madeira. Reconstrui-o adicionando esse Meru e um novo tassel branco e depois ofereci-o ao meu altar de Kuan Yin. Pouco depois, um japamala de cedro e leopardite surgiu sem planeamento (confesso que a leopardite não é uma das minhas favoritas) — e só mais tarde compreendi como ele me ajudava no meu verdadeiro caminho. Não queria este japamala, precisava deste japamala.
Enquanto isso, o design gráfico — que durante anos tinha sido a minha profissão — começou a perder o brilho. Já não me preenchia, já não me fazia sentir alinhada.À noite, porém, encontrava o meu verdadeiro refúgio: os japamalas. Passava horas a criá-los e a estudá-los, mergulhando naquele universo que me trazia paz e sentido de propósito.Quase dois anos depois, nasceu a loja online. Durante algum tempo ainda me dividi entre o design e os japamalas, mas quando chegou a pandemia percebi que era altura de fechar definitivamente esse capítulo.O Namaskar já florescia, e fazia cada vez mais sentido entregar-me de corpo e alma a ele.
Durante a pandemia, surgiu um boom de “artesãos” em sites de classificados que passaram a vender japamalas para obter algum rendimento extra. Muitos limitavam-se a revender peças prontas de plataformas internacionais, sem compreender ou respeitar o verdadeiro significado desta ferramenta espiritual. Embora algumas peças fossem bem feitas, grande parte carecia de autenticidade e intenção.Até textos meus chegaram a ser copiados palavra por palavra, o que me mostrou como, para alguns, tudo se resumia a comércio. Chegou mesmo a haver uma loja online que copiou à letra o meu texto “sobre nós” — desde a primeira frase “tudo começou com um japamala”. Como designer, vejo isso como falta de originalidade; como profissional do caminho espiritual, sinto a ausência de alma e intenção.Também observei pessoas atraídas por preços muito baixos. Mais tarde, algumas delas procuraram-me, pedindo reparações desses colares — mas acabaram por adquirir novos japamalas comigo e sentiram a diferença de energia e qualidade. Um japamala não é apenas um colar de contas: é uma peça criada com propósito, que exige respeito, dedicação e consciência.
Quase uma década depois, continuo a criar japamalas com amor e autenticidade. Cada peça é um mestre silencioso, que ensina algo novo sobre o caminho de quem a recebe, ao mesmo tempo que me permite aprender sobre mim mesma.Alguns dizem que deveria dar cursos e workshops, mas sinto que esse tempo ainda não chegou (nem sinto esse chamamento, pelo menos para já). O meu caminho, neste momento, é criar.O japamala não é apenas um acessório: é um reflexo da alma, uma ferramenta de transformação espiritual e emocional. Mais do que vender peças, a minha missão é entregar instrumentos que toquem vidas de forma genuína. Porque, no fundo, cada japamala carrega a possibilidade de guiar alguém no próximo passo da sua jornada.
O caminho que percorri com cada japamala é a minha entrega. Que cada peça toque e acompanhe quem a escolhe.
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