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Para muitos, conquistar seguidores tornou-se mais importante do que a ética usada para os atrair.
As redes sociais, que poderiam ser um espaço de partilha genuína, inspiração mútua e crescimento coletivo, tornaram-se, para alguns, um palco de egos e competições.Conteúdos polémicos têm mais alcance — e há quem use isso a seu favor, mesmo que isso implique pisar nos outros.
No caminho do bem-estar e da consciência, onde a integridade, o respeito e a intenção são (ou deveriam ser) pilares fundamentais, essa postura torna-se especialmente desconcertante. Porque não estamos a falar apenas de vendas ou de visibilidade. Estamos a falar de confiança. De pessoas que procuram ferramentas para se sentirem melhor. De algo que toca o íntimo, o emocional, o espiritual. E quando esse espaço é invadido por estratégias agressivas e desonestas, todos perdem. Até quem aparentemente está a ganhar.
Há vários anos que sigo, nas redes sociais, uma página dedicada aos cristais. Sempre admirei não só os conteúdos partilhados, mas também a pessoa que dá a cara pelo projeto — parecia-me alguém íntegra, apaixonada pelo que fazia e com uma abordagem inspiradora. Apesar de não a conhecer pessoalmente, sentia uma certa estima por ela e pelo trabalho que desenvolvia.
No entanto, desde há uns meses que comecei a notar uma mudança. A primeira publicação em que atacava diretamente a concorrência deixou-me desconfortável. Mas tentei relativizar. Pensei que talvez tivesse sido algo pontual, fruto de algum mal-entendido ou até de uma má experiência — algo que, infelizmente, todos podemos ter. Eu própria já passei por situações desagradáveis com uma ou outra loja, sobretudo por causa de informações incorretas que me levaram a danificar cristais. Mas nunca generalizei. Foram experiências isoladas, com pessoas específicas, que em nada representam todo um setor ou todos os profissionais que nele trabalham.
Infelizmente, no caso desta página, aquela publicação não foi única. De lá para cá, praticamente todas as suas publicações seguiram o mesmo tom: críticas constantes, acusações veladas (outras bem explícitas), insinuações sobre a autenticidade dos produtos que asoutras lojas oferecem. A mensagem é clara — só essa página é verdadeira, só essa página vende cristais “legítimos”, só essa página sabe do que fala. Os outros? Ou estão enganados, ou estão a enganar. Resumidamente, é isto.
Nos últimos tempos, tenho assistido a uma tendência que me incomoda profundamente: pessoas a crescerem nas redes à custa de descredibilizar outras. Não com partilhas construtivas, nem com conhecimento profundo — mas através do ataque direto. O foco não está na partilha, mas na comparação depreciativa. E quando isso acontece neste universo dos cristais e do bem-estar, onde o respeito e a integridade deveriam ser a base de tudo, torna-se ainda mais difícil de digerir.
A verdade é que o caminho mais rápido nem sempre é o mais honesto. E aquilo que atrai atenção hoje pode custar credibilidade amanhã. Falar mal da concorrência pode gerar visibilidade e engajamento, mas a que custo? Não acredito que o crescimento genuíno venha de diminuir os outros. O verdadeiro caminho para o bem-estar não pode ser construído sobre estratégias que se baseiam na desconfiança ou na autopromoção agressiva. Afinal, a verdadeira harmonia não se constrói através da comparação ou do conflito.
Valorizo quem partilha o que sabe com generosidade, quem cresce a partir do próprio trabalho, da dedicação, da pesquisa, da escuta. Valorizo quem honra o cliente, o mercado, os colegas.
E acredito que há espaço para todos, desde que cada um caminhe com verdade.
Quando se escolhe crescer desvalorizando o trabalho dos outros, não se ataca apenas uma marca ou uma pessoa. Coloca-se em causa toda uma área de trabalho. Quem está de fora — muitas vezes um cliente em início de caminho — fica confuso, perde a confiança, generaliza. E quem trabalha com honestidade e consciência... leva por tabela.
É importante lembrar que, no mundo dos cristais e das terapias energéticas, não há uma "verdade absoluta". A experiência de cada pessoa é única e subjetiva. Os cristais são instrumentos de cura, mas a sua eficácia pode variar de acordo com a sensibilidade de quem os utiliza.
Existe muita literatura sobre o tema, mas basta explorar alguns livros para perceber que o que um autor descreve como eficaz para uma determinada finalidade pode ser apenas uma parte de um quadro muito maior. Isso não diminui a validade dos estudos e relatos que surgem de diferentes abordagens; pelo contrário, essas perspectivas complementam-se, enriquecendo a compreensão sobre o uso de cristais e as suas energias. A verdade não está numa única fonte, mas na soma de experiências e descobertas que se cruzam, oferecendo um panorama mais amplo e diversificado.
A realidade é que cada um de nós tem uma experiência pessoal com as energias e com os cristais, e essa experiência é válida. As sensações que cada pessoa sente, o impacto que os cristais têm na sua vida, são a verdade absoluta para ela, porque é ela quem está a viver essa jornada.
Por isso, acusar a concorrência de falsidade, de engano, de comercializar algo "errado", é uma falácia. Essas alegações não só prejudicam a credibilidade de um setor que, pela sua natureza, procura oferecer bem-estar, mas também ignoram a diversidade de experiências que cada indivíduo tem. É um ataque não apenas a outros profissionais, mas a um campo de trabalho que se baseia nas percepções e sentimentos diferentes, onde o que é válido para um pode não ser para outro.
Em vez de descredibilizar, seria mais produtivo para todos nós focarmos na partilha de conhecimento, em crescer juntos e em respeitar o caminho de cada um. Afinal, o objetivo final não é conquistar seguidores à custa da desconfiança e da degradação dos outros, mas sim contribuir para um espaço mais consciente, ético e respeitoso para todos.
É fácil recorrer aos venenos da intriga, da maledicência, da discórdia e do conflito para ganhar atenção. É tentador usar a desconfiança como argumento de venda — "todos os outros vendem cristais falsos, só eu vendo verdadeiros". Mas tudo o que nasce da deslealdade tem prazo de validade.
A ética não é um detalhe: ela é o alicerce que sustenta qualquer caminho verdadeiro — seja no aspecto espiritual, comercial ou pessoal. E embora possa parecer que a conquista rápida de seguidores seja uma vitória, ela acaba por se revelar uma construção frágil. No fim, o que realmente permanece é o compromisso com a honestidade, a transparência e o respeito pelas escolhas e experiências dos outros. Só assim se constrói algo que transcende o momento efémero nas redes sociais.
Não vou apontar nomes, não é essa a ideia, nem vou alimentar esse ciclo. Mas também não vou fingir que não vejo. Entristece-me apenas. Portanto, este artigo é um desabafo.
O Namaskar nasceu como uma oficina de japamalas há vários anos. Desde o início, os cristais fizeram parte do trabalho — integrados nas contas, com intenção e cuidado. Só mais tarde é que comecei a disponibilizá-los também noutras formas: brutos, rolados, lapidados... quando senti que havia espaço, conhecimento e responsabilidade suficientes para o fazer. E, desde então, essa vertente cresceu com o mesmo respeito e compromisso.
Não me incomoda não vender tantos cristais quanto, por vezes, gostaria. O que realmente me incomoda — e entristece — é o motivo que leva alguns clientes a desistirem, sem nunca saber os motivos. Fico a pensar se estariam com ideias preconcebidas, alimentadas por "influencers" que se apresentam como os especialistas absolutos e que constroem a sua autoridade descredibilizando os outros. E, neste caso concreto, a "influencer" que afirma, de forma generalizada, que todos os que trabalham nesta área vendem cristais falsificados e que indicam falsas informações — menos a página dela, claro. Que transforma cursos em palanques para lançar desconfiança, e usa essa mesma desconfiança como argumento para justificar que os seus cristais são os únicos verdadeiros. No fim, o objetivo é claro: conduzir as pessoas ao seu produto, criando um clima de medo e desconfiança em torno do restante mercado. E, como os cristais, não se vendem a todo o minuto como pãezinhos quentes, rentabiliza-se facilitando cursos, conduzindo depois ao "produto genuíno" que ela própria vende.
Infelizmente, cheguei à conclusão de que, de profissional da área, passou a ocupar o papel de uma influencer agressiva, cujo foco deixou de ser o cuidado, o serviço, a partilha e até as verdadeiras necessidades de quem procura estas ferramentas para o seu bem-estar e autocuidado — e passou a ser apenas vender, vender, vender. E isso, para mim, não é um caminho sustentável nem ético. Não para quem escolheu trabalhar com energia, com intenção, com consciência.
Respeito todos os meus colegas de área que procuram formas de promover o seu trabalho e os seus artigos, mesmo que de formas diferentes da minha. Acredito que há espaço para todos — desde que o trabalho seja sério, verdadeiro e feito com o coração no lugar certo.
Cada peça vai além da matéria. Absorve e reflete energias, carrega histórias, carrega consciência, responsabilidade, respeito. Quem realmente trabalha com energia entende que não se cresce diminuindo os outros, mas cultivando integridade no próprio caminho e entende que colocar-se num pedestal à distância dos outros afirmando que é melhor, não está a guiar-se pela empatia, está a ser conduzido pelo ego — mesmo que o discurso venha disfarçado de luz.
Valorizo mesmo o crescimento mútuo e a partilha de conhecimento. Tenho imensos cristais que fui adquirindo ao longo de toda a minha vida, comprados maioritariamente na concorrência. Quando comecei a construir japamalas, foi por uma necessidade minha porque não encontrava ninguém que o fizesse em Portugal. Hoje, há imensos artesãos. Tenho alguns japamalas da concorrência porque gosto de ver como são idênticos uns aos outros e no entanto, tão diferentes. É, para mim, também uma forma de expressão artística e gosto de apoiar os meus colegas. Não me sinto nem um pouco "ameaçada" por eles.
Será que estou a exagerar? Ou apenas a nomear algo que se tornou "normal" nos tempos que correm? O que pensam disto?
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