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Thangka bordado representando Kuan Yin.
Tamanho: 60x90cm
Tipo: bordado
Kuan Yin
A Deusa da Grande Compaixão e a mais respeitada e acarinhada entre as divindades do budismo chinês. Kuan Yin é um Bodhisattva, aquele que jurou salvar todos os seres do sofrimento e da roda da reencarnação e levá-los à felicidade. No budismo indiano é Bodhisattva Avalokiteshvara (Cherenzig em tibetano) que representa a suprema compaixão por todos os Budas.
No budismo indiano considera-se que Kuan Yin é a forma feminina de Avalokiteshvara. Embora inicialmente tenha sido retratada com forma masculina, com a introdução do budismo tântrico na China, Kuan Yin começou a ser representada como uma bela deusa vestida de branco. Apesar da controvérsia entre as representações ora como deus ora como deusa, as escrituras budistas ensinam que um bodhisattva pode encarnar sob qualquer forma, seja homem, mulher, criança ou animal, dependendo da espécie que pretenda salvar.
É considerada o símbolo máximo da pureza espiritual e está em toda a parte emanando a energia da Mãe Divina, vendo e ouvindo todos os seres que precisam de ajuda. É a salvadora compassiva, a deusa da vida em si mesma. É a mestra da hierarquia divina que trabalha na frequência do amor incondicional, da compaixão e da misericórdia.
Tem grandes semelhanças com Maria, Mãe de Jesus, e Tara, a deusa tibetana. Representa a força da Mãe Universal no oriente tal como Mãe Maria no ocidente. Os seus devotos acreditam que ouve todas as orações e pedidos de ajuda e quem se sintoniza à sua energia, sente o quanto é amorosa e doce.
Kuan Yin assume diversas formas, 33 ao todo, cada uma com as suas diferentes habilidades de protecção, de cura, de purificação, de realização e de libertação.
Kuan Yin não trabalha sozinha e muitas vezes aparece na companhia de outros seres de luz, entre eles o Buda do Paraíso Amida, que pode ser visto frequentemente na sua coroa alta.
Conta uma lenda que Kuan Yin teria encarnado como filha de um imperador por volta do ano 700 a.C. e que perante a recusa em contrair matrimónio e determinada a seguir uma vida religiosa, terá saído de casa e se refugiado num convento. Foi submetida às mais árduas tarefas pelo seu pai que enraivecido pela sua inabalável devoção ordenou a sua execução. A espada assim que tentou trespassá-la quebrou-se em 1000 pedaços. O pai ordenou então a sua asfixia, mas quando a sua alma deixou o corpo e desceu até ao inferno, este transformou-se em paraíso. Foi então que parou de ouvir os os lamentos do mundo e resolveu regressar para curar os enfermos e salvar marinheiros de naufrágios. Enquanto viveu, percorreu o mundo, viu muita dor e jurou amparar e proteger todos os seres. Passou por numerosas encarnações até à sua ascensão há milhares de anos. Fez o voto do Bodhisattva e jurou que enquanto existisse uma alma a sofrer, ela estaria presente na Terra.
O seu mantra é: om mani padme hum (trad.: "Salve a Jóia no Lótus").
Thangka é um tipo de pintura sagrada originária do Tibete que remonta ao séc. VIII e significa "mensagem gravada". A sua finalidade é transmitir uma mensagem ao praticante que as contempla ajudando na meditação através da visualização de uma divindade e oferecendo um caminho para a iluminação.
Tradicionalmente é uma pintura em seda, cetim ou pano com bordados geralmente representando divindades, mandalas ou cenários budistas que lamas e monges utilizavam para disseminar o Dharma (ensinamentos de Buda). Sendo consideradas pinturas de rolo, como um pergaminho, eram facilmente transportadas e desenroladas para atender às necessidades da população maioritariamente nómada. Serviu como importante ferramenta de ensino para retratar a vida de Buda, líderes espirituais influentes, bodhisattvas e outras divindades, bem como a filosofia budista. Eram e continuam a ser frequentemente penduradas em mosteiros e altares e utilizadas em rituais, cerimónias e locais sagrados e de devoção. Thangkas especiais pintados por grandes mestres de determinada linhagem são desenrolados hoje em dia em feriados importantes para contemplar e adorar.
Antigamente eram pintados em linho branco e, em ocasiões especiais, em seda. As tintas eram produzidas a partir de pedras como o lapis lazuli, cinabre, entre outras, pétalas de flores e vegetais.
O ofício de fazer thangkas era um negócio familiar que passava de pais para filhos. O pintor deveria ter um conhecimento profundo e exacto das medidas e proporções de uma divindade de acordo com a iconografia budista e com a prática artística. Uma grade contendo essas proporções rigorosas era essencial para manter fiéis as medidas da divindade. Os aspirantes a artistas passavam anos a estudar as linhas de grade da iconografia budista e as proporções das diferentes divindades, passando posteriormente para a técnica de mistura e aplicação de pigmentos minerais. Tradicionalmente o curso de pintura de thangkas tinha a duração de 7 anos. Hoje em dia há escolas tibetanas que oferecem um programa de 3 anos seguindo-se a prática como aprendizes por mais 3 anos, antes de serem considerados pintores de thangkas qualificados.
Com a entrada de influências da arte chinesa por volta do séc. XIV, criou-se outro estilo distinto do tibetano e ao longo do tempo foram criadas diversas escolas, estilos e técnicas que se mantêm até hoje. Um objecto de devoção para uns e para outros uma obra de arte de uma tradição milenar.