Thangka Buda da Medicina

  • Referência: TK015
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Thangka representando o Buda da Medicina.


Tamanho: 60x90cm

Tipo: bordado


Buda da Medicina

O Buda da Medicina, Bhaisajyaguru, é como o nome diz, o Mestre da Medicina e o Rei da Luz Lapis Lazuli.

Apresenta-se com uma cor azul-radiante da cor do lapis lazuli, que representa a harmonização de todas as doenças. A sua função é curar todos os seres de doenças exteriores e interiores concedendo-lhes bençãos e aliviar-lhes o sofrimento causado pelos 3 venenos mentais: raiva, apego e ignorância.

Tal como outros budas, o Buda da Medicina também aparece na companhia de outros seres de luz. Frequentemente pode ver-se à sua esquerda Suryaprabha (Nikkô Bosatsu no Japão) que é o Bodhisattva da Luz do Sol e à sua direita Candraprabha (Gakkô Bosatsu no Japão) que é o Bodhisattva da Luz da Lua, formando uma trindade.

Enquanto Bodhisattva, o Buda da Medicina, fez 12 diferentes votos, todas relacionados com a cura:

1. Iluminar todos os reinos com a sua luz azul lapis-lazuli, permitindo a todos os seres tornarem-se Budas;

2. Despertar a mente de todos os seres sencientes com a sua luz azul lapis lazuli de forma a saírem da escuridão;

3. Atender às necessidades materiais de que todos os seres sencientes necessitem, libertando-os da carência e da escassez;

4. Inspirar todos os seres a seguirem o caminho pacífico do Bodhisattva;

5. Ajudar todos os seres sencientes a seguirem os preceitos morais, mesmo que tenham falhado anteriormente;

6. Curar todos os seres sencientes que nasceram com qualquer forma de mal, enfermidades, deformidades e que estejam em sofrimento;

7. Ajudar a aliviar todos os seres sencientes doentes, indigentes e em sofrimento;

8. Ajudar todas as mulheres que queiram abandonar a sua forma feminina e renascer com forma masculina;

9. Conduzir todos os seres presos na teia do mal a caminhos espirituais do bem;

10. Libertar do sofrimento todos os seres sencientes insultados e humilhados, condenados à morte, à prisão ou a qualquer punição brutal;

11. Ajudar todos os seres sencientes que sofram de fome e sede terríveis;

12. Ajudar todos os seres sencientes desprovidos de vestimentas a sofrerem os extremos do calor e do frio e o tormento dos ataques dos insectos.

A sua cor azul está associada à pedra de cura lapis lazuli, conhecida como a pedra da verdade. É especialmente eficaz no chakra laríngeo que promove a auto-expressão de forma clara, honesta e aberta purificando a mente de dentro para fora criando assim precondições para uma vida feliz e saudável.

Na sua mão esquerda segura uma tigela de remédios e, por vezes, um ramo de aruna na mão direita. O mudra da sua mão direita simboliza a erradicação do sofrimento enquanto a esquerda repousa em meditação.

O seu mantra é: "Om huru huru candâli mâtàngi svâhâ".



O que é um thangka?

Thangka é um tipo de pintura sagrada originária do Tibete que remonta ao séc. VIII e significa "mensagem gravada". A sua finalidade é transmitir uma mensagem ao praticante que as contempla ajudando na meditação através da visualização de uma divindade e oferecendo um caminho para a iluminação.

Tradicionalmente é uma pintura em seda, cetim ou pano com bordados geralmente representando divindades, mandalas ou cenários budistas que lamas e monges utilizavam para disseminar o Dharma (ensinamentos de Buda). Sendo consideradas pinturas de rolo, como um pergaminho, eram facilmente transportadas e desenroladas para atender às necessidades da população maioritariamente nómada. Serviu como importante ferramenta de ensino para retratar a vida de Buda, líderes espirituais influentes, bodhisattvas e outras divindades, bem como a filosofia budista. Eram e continuam a ser frequentemente penduradas em mosteiros e altares e utilizadas em rituais, cerimónias e locais sagrados e de devoção. Thangkas especiais pintados por grandes mestres de determinada linhagem são desenrolados hoje em dia em feriados importantes para contemplar e adorar.

Antigamente eram pintados em linho branco e, em ocasiões especiais, em seda. As tintas eram produzidas a partir de pedras como o lapis lazuli, cinabre, entre outras, pétalas de flores e vegetais.

O ofício de fazer thangkas era um negócio familiar que passava de pais para filhos. O pintor deveria ter um conhecimento profundo e exacto das medidas e proporções de uma divindade de acordo com a iconografia budista e com a prática artística. Uma grade contendo essas proporções rigorosas era essencial para manter fiéis as medidas da divindade. Os aspirantes a artistas passavam anos a estudar as linhas de grade da iconografia budista e as proporções das diferentes divindades, passando posteriormente para a técnica de mistura e aplicação de pigmentos minerais. Tradicionalmente o curso de pintura de thangkas tinha a duração de 7 anos. Hoje em dia há escolas tibetanas que oferecem um programa de 3 anos seguindo-se a prática como aprendizes por mais 3 anos, antes de serem considerados pintores de thangkas qualificados.

Com a entrada de influências da arte chinesa por volta do séc. XIV, criou-se outro estilo distinto do tibetano e ao longo do tempo foram criadas diversas escolas, estilos e técnicas que se mantêm até hoje. Um objecto de devoção para uns e para outros uma obra de arte de uma tradição milenar.

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