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Os Diferentes Estilos do Japamala


O Japamala, uma ferramenta espiritual antiga utilizada para a recitação de mantras e práticas meditativas, é mais do que um simples cordão de contas. Por trás de cada conta, existe uma tradição cultural e espiritual que moldou a maneira como o Japamala é estruturado e utilizado.
Do estilo Zen ao Mantra, das tradições indianas às tibetanas, cada estilo oferece uma prática única na arte de contar contas sagradas.
Neste artigo, exploraremos uma fascinante jornada através dos diversos estilos do Japamala e da simbologia associada a cada um deles.


Os estilos mais comuns e praticados

Nos japamalas, os "estilos" referem-se às diferentes estruturas e divisões utilizadas na disposição das contas. Ou seja, cada estilo representa uma abordagem específica na organização das 108 contas de meditação.
Na prática contemporânea, destacam-se quatro estilos recorrentes na estruturação dos japamalas: Sem Divisões, Zen, Mantra e Tibetano.
Nem todas estas estruturas têm origem em textos sagrados ou fundamentos religiosos antigos. Algumas surgiram como adaptações devocionais ou funcionais — úteis para ritmar a meditação, marcar etapas de concentração ou facilitar a contagem com os dedos. A sua validade reside na intenção espiritual com que foram criadas e utilizadas.


O significado do número 108

Independentemente do estilo adoptado, a estrutura de 108 contas é o ponto de partida essencial para qualquer japamala. O número 108 possui um profundo significado espiritual em várias tradições do hinduísmo, budismo, jainismo e sikhismo.
No contexto védico e yogi, acredita-se que existam 108 linhas de energia (nadis) que convergem no coração, sendo o número também associado aos 108 Upanishads, aos 108 nomes de divindades como Shiva ou Vishnu, e à distância média entre o Sol, a Lua e a Terra, que guarda proporções próximas de 108. No budismo tibetano, fala-se das 108 ilusões a serem superadas no caminho para a iluminação. Já na tradição sikh, o japamala de 108 contas é igualmente usado para repetir os nomes de Deus.
A forma tradicional consiste num cordão de 108 contas seguidas, com uma conta adicional — a “conta guru” ou “meru” — que não deve ser contada, pois representa o ponto de pausa, reverência e recomeço.
As divisões internas, hoje presentes em muitos japamalas "contemporâneos", não fazem parte dos textos canónicos dessas tradições — são adaptações feitas ao longo dos tempos, criadas por escolas e correntes espirituais para facilitar a contagem, o ritmo, ou para atribuir um simbolismo adicional à estrutura.


Sem Divisões - A Prática Contínua

No vasto universo do japamala, o estilo Sem Divisões ou 108 Contas Seguidas emerge como uma prática meditativa direta e contínua.

Neste estilo, as 108 contas formam uma sequência ininterrupta, proporcionando uma experiência fluida e profunda na repetição de mantras. Não há pausas. A repetição de mantras é direta desde a primeira até à última conta do japamala.
Esta abordagem simples é uma escolha para todos os praticantes que procuram profundidade na concentração e orientação contínua na contagem.
Amplamente apreciado (também pelos praticantes de Ho'Oponopono), este estilo inspira a mergulhar numa prática que exige foco e transcende as fronteiras entre o consciente e o inconsciente.


Zen - A Prática do Equilíbrio

"Na prática do Japamala, as divisões no estilo Zen são como pausas musicais na sinfonia da meditação, permitindo que cada nota ressoe com serenidade." - Autor Anónimo

O estilo Zen destaca-se como uma expressão única de harmonia e equilíbrio na jornada espiritual.
Estruturado da seguinte forma: duas divisões de 7 contas, duas divisões de 14 contas e uma divisão central de 66 contas, é uma estrutura que oferece uma abordagem consciente de parar e iniciar a contagem do mantra para que o praticante experimente momentos de pausa e reflexão ao longo da prática meditativa.
A tradição zen budista, no sentido estrito, não utiliza tradicionalmente japamalas de 108 contas com divisões internas visíveis. O uso desta divisão (7+14+66+14+7) é uma criação mais funcional com simbolismo adicionado, provavelmente inspirada na ideia de um caminho de interiorização: as 66 contas como o "caminho do meio", as 7 e 14 como aproximações graduais.
Muitos praticantes recitam o mesmo mantra com entoações diferentes em cada divisão para explorar internamente a profundidade e riqueza do mantra, beneficiando de uma experiência espiritual mais envolvente. Esta abordagem dinâmica adiciona outra dimensão e consciência espiritual à prática, como aumenta a motivação e o foco, e também amplia a compreensão espiritual, enriquecendo a experiência.
Alguns praticantes com vidas mais agitadas optam por fazer a sua prática em três partes ao longo do dia, fazendo uso dos marcadores de pausa. Assim, entoam o mantra por sete vezes de manhã, catorze vezes à tarde e, à noite, já com tempo para maior relaxamento, entoam o mantra por sessenta e seis vezes. É uma questão de organização pessoal e adaptação aos tempos acelerados que vivemos.
Ao escolher um japamala de estilo Zen, o praticante é incentivado a explorar as divisões, encontrando o seu ritmo pessoal, mas também a serenidade presente em cada conjunto de contas. A combinação harmoniosa com a respiração consciente transforma esta prática numa experiência maravilhosa de conexão com o Eu Interior, seguindo o caminho da serenidade e da paz interior.

"Ao seguir as divisões do estilo Zen no japamala, aprendemos que a verdadeira serenidade reside na capacidade de encontrar paz, mesmo nas pausas aparentes da vida." - Autor Anónimo


Mantra - Sintonizar a Alma com a Frequência Divina

O estilo Mantra destaca-se como uma sincronia harmoniosa entre a repetição sagrada de mantras e a procura do Eu.
Estruturado da seguinte forma: duas divisões de 21 contas e duas divisões de 33 contas, este estilo proporciona uma jornada meditativa onde cada conjunto de contas representa uma fase distinta no caminho espiritual do praticante.
O número 21 está associado ao período de tempo que o ser humano necessita para criar um hábito e consistência nas suas práticas espirituais, mas também à crença de que repetir um mantra por 21 vezes energiza a intenção ou o mantra entoado. Já o número 33 está associado aos níveis mais elevados da consciência. Simboliza a conexão entre os reinos físico e espiritual, a transformação e o crescimento pessoal. Acredita-se também que esteja relacionado com as 33 formas ou manifestações da grande deusa da compaixão, a Divina Mãe Kuan Yin.
Este estilo é também uma adaptação funcional e simbólica, sem correspondência direta com escrituras antigas, mas enraizada em significados simbólicos profundos.
Oferece uma contagem constante do mantra, tornando a prática focada e ritmada, abrindo portas para estados mais elevados de consciência. As divisões deliberadas no final de cada conjunto de 21 e 33 contas são como degraus ascendentes que conduzem o praticante a níveis mais profundos de compreensão espiritual e ao alinhamento das suas vibrações com a frequência divina que permeia o universo.

"Lembra-te constantemente que Deus está contigo, falando através de ti e agindo através de ti. Sintoniza a frequência do divino com a repetição do mantra, e encontrarás o Eu além do eu." - Paramahansa Yogananda


Tibetano -A Ressonância dos 4 Ciclos

Um estilo muito significativo e valorizado pelos praticantes e que tem profundas raízes nas tradições espirituais tibetanas.
O estilo Tibetano apresenta uma estrutura muito constante que consiste em quatro divisões de 27 contas cada, o que proporciona uma sequência de repetições de mantras de forma estável, envolvida num ritmo compassado e harmonioso.
Esta estrutura é comum entre praticantes do budismo tibetano, especialmente na escola Vajrayana, embora não haja uma exigência doutrinária sobre ela. Algumas interpretações relacionam as quatro divisões com os quatro elementos, as quatro direções ou os quatro pensamentos que transformam a mente.
Segundo o texto budista Buddhavamsa, o número 27 simboliza a vida do Buda Gautama e dos 27 Budas que o precederam, incluindo o futuro Buda Maitreya. Noutras abordagens, simboliza as Quatro Nobres Verdades aliadas aos 27 Budas mencionados.
Ao escolher um japamala de estilo Tibetano, o praticante é guiado por uma sequência harmoniosa de repetições, cada uma marcando um ciclo no seu caminho espiritual. Esta escolha invoca não apenas uma conexão com o sagrado, mas também proporciona uma experiência meditativa profunda e enriquecedora. Assim, a singularidade e a riqueza simbólica do estilo Tibetano oferecem uma experiência única para aqueles que pretendem uma prática mais conectada com as tradições espirituais do Tibete.


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