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A conta Meru é a 109.ª conta do japamala — a conta “extra”, colocada estrategicamente no início/fim da sequência. Também chamada de Guru, Sumeru, Bindu ou simplesmente conta central, é um marco: o ponto de partida, de retorno, de pausa e de reverência.Embora não se conheça uma origem única e datada para a conta Meru, a sua presença é transversal às tradições hindus e budistas. Está enraizada em séculos de simbolismo, prática devocional e sabedoria espiritual.Sem Meru, um japamala torna-se apenas um colar com 108 contas. Pode até ser bonito — mas não é um japamala.
A conta Meru é muito mais do que uma separação visual ou um detalhe estético. Ela representa:
O Monte Meru, a montanha sagrada que simboliza o eixo do mundo nas cosmologias hindu e budista — o ponto de ligação entre o terreno e o divino, entre o físico e o espiritual.
A presença do Guru, seja um mestre espiritual externo, seja a sabedoria interna que guia o praticante. A conta Meru é o lembrete constante de que não caminhamos sós.
A própria Divindade, a fonte de toda a vida, o princípio e o fim de tudo. É por isso que ela não se conta: é reverenciada. Ao alcançá-la, não se ultrapassa — faz-se uma pausa, uma respiração consciente, e inverte-se o sentido.
Assim, o Meru não é apenas a conta do centro — é o coração do japamala, a âncora espiritual da prática.
Durante a recitação de mantras (japa), o praticante começa na primeira conta a seguir ao Meru e percorre as 108 contas uma a uma. Ao chegar novamente ao Meru, não se deve cruzá-lo nem tocá-lo. Inverte-se o sentido e continua-se por mais 108 repetições, sempre com respeito.Este gesto não é apenas simbólico — é uma prática de humildade, de não ultrapassar o mestre, de não invadir o espaço sagrado.A orientação para não tocar ou contar a conta Meru durante a recitação do mantra tem raízes profundas na consciência espiritual. Paramahansa Yogananda destaca essa intocabilidade como um lembrete de que "ao evitar o toque do Meru, o praticante é guiado por uma consciência mais elevada, reconhecendo a presença Divina além do mundo tangível".Manter o Meru intocado, preserva a pureza da prática e serve como uma declaração de respeito pela jornada espiritual sagrada. No texto hindu Bhagavad Gita é destacada a importância de "realizar a prática com devoção e respeito, mantendo a pureza da mente e das ações".O Meru marca o fim de uma volta completa e convida à introspecção.
A interpretação da conta Meru no japamala pode divergir entre diferentes tradições espirituais e ser influenciada pela perspectiva única de mestres espirituais e líderes religiosos, mas a sua simbologia sagrada é transversal a todos.Algumas citações podem refletir essa perspectiva como é o caso de Swami Sivananda, líder espiritual hindu, que disse "A conta central, conhecida como Meru, representa o Divino, o Mestre espiritual, ou o estado supremo de consciência. Ao atingir o Meru, o praticante é lembrado da sua conexão com o transcendental e a importância de ter um guia espiritual na sua jornada".Paramahansa Yogananda, yogi, guru, professor e um dos maiores mensageiros da antiga filosofia indiana para o ocidente, disse "No japamala, a conta Meru simboliza o ponto de partida e retorno, marcando a continuidade do ciclo espiritual. Assim, como cada conta é contada, o praticante avança em direção à união com a Divindade, e o Meru representa o ponto culminante dessa jornada".Já Dalai Lama disse que "A conta Meru no japamala é como o coração da prática. Ao girar as contas, estamos constantemente a aproximar-nos do centro espiritual, assim como a nossa busca pela verdade e pela compreensão mais profunda das nossas vidas".
as Madeiras sagradas como sândalo, ébano, pau rosa, tulsi, cânfora, agar, cedro.
as Sementes como a rudraksha, o lótus e o bodhi.
os Cristais com intenção espiritual.
o Osso de Yak (muito tradicional no budismo tibetano).
os Metais ou ligas especiais.
Frequentemente, a conta Meru é maior, pode ser simples ou trabalhada, ter uma cor e formato distintos, mas geralmente é esférica ou em forma de barril. Tradicionalmente tem três furos, permitindo a ligação entre o círculo de contas e o tassel (ou nalguns japamalas com uma peça chamada Kecherí ou bead cap que consiste numa espécie de "chapéu" em metal que encaixa no topo do tassel).Algumas tradições atribuem ainda uma grande importância às cores usadas na conta Meru que são escolhidas pelo praticante consoante o seu simbolismo. Essa escolha simbólica visa enfatizar a natureza sagrada do ponto central do japamala conectando o praticante a uma intenção durante o seu caminho rumo à iluminação. Saiba mais sobre os significados das cores no japamala aqui.
Em ensinamentos espirituais antigos, a conta Meru é muitas vezes descrita como o ponto de contacto com o Absoluto — o momento em que se interrompe a contagem, não por rotina, mas por consciência. É mais do que uma pausa: é uma travessia simbólica. Um ponto de retorno, sim, mas também de não-retorno, porque algo já mudou.Ao chegar ao Meru durante a recitação, não é apenas o dedo que pára. É o praticante inteiro que se recolhe. A mente cala-se, o coração inclina-se e a intenção reafirma-se. Há um gesto invisível de reverência que não precisa de palavras — apenas de presença. Na simplicidade de não tocar, reconhece-se a sacralidade do caminho.É um convite à consciência.
Alguns colares com 108 contas são vendidos como japamalas, mas não o são se não incluírem a conta Meru. Sem ela:
Perde-se o ciclo espiritual da prática (sem ponto de retorno).
O japamala deixa de ter orientação e referência simbólica.
Desaparece a distinção entre instrumento devocional e acessório decorativo.
Não é um pormenor. É o centro. É o espírito do japamala. Swami Sivananda expressa esta ideia ao dizer "O Meru é o ponto central da jornada espiritual, um ponto que não deve ser tocado, mas sim contemplado como a personificação da Divindade no nosso caminho".
Mais do que um detalhe, a conta Meru é o pilar simbólico e espiritual do japamala. Representa o mestre, o centro, o ponto de retorno e a presença do sagrado na prática. Ignorar esta conta tão simbólica é como esvaziar o japamala do seu propósito mais profundo.Por isso, ao escolher um japamala, não olhe apenas para a beleza das contas ou dos cristais — olhe para o que o sustenta. A conta Meru não se conta. Não se atravessa. Respeita-se. E é esse respeito que transforma o simples acto de manusear contas numa prática espiritual verdadeira.
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Japamala de sândalo e opala com Meru e tassel.Pode ser usado como colar ou enrolado no pulso como pulseira. O uso regular traz inúmeros benefícios à saúde física, emocional e espiritual.Estilo: tibetano (4 divisões de 27 contas)Materiais: sândalo n