Estatueta de Kuan Yin (Busto) em Madeira - 6cm

  • Referência: EST006
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Estátua de Kuan Yin em madeira de sândalo.

Acabamento: natural

Tamanho (LxAxP): 4x6x3cm


Kuan Yin

A Deusa da Grande Compaixão e a mais respeitada e acarinhada entre as divindades do budismo chinês. Kuan Yin é um Bodhisattva, aquele que jurou salvar todos os seres do sofrimento e da roda da reencarnação e levá-los à felicidade. No budismo indiano é Bodhisattva Avalokiteshvara (Cherenzig em tibetano) que representa a suprema compaixão por todos os Budas.

No budismo indiano considera-se que Kuan Yin é a forma feminina de Avalokiteshvara. Embora inicialmente tenha sido retratada com forma masculina, com a introdução do budismo tântrico na China, Kuan Yin começou a ser representada como uma bela deusa vestida de branco. Apesar da controvérsia entre as representações ora como deus ora como deusa, as escrituras budistas ensinam que um bodhisattva pode encarnar sob qualquer forma, seja homem, mulher, criança ou animal, dependendo da espécie que pretenda salvar.

É considerada o símbolo máximo da pureza espiritual e está em toda a parte emanando a energia da Mãe Divina, vendo e ouvindo todos os seres que precisam de ajuda. É a salvadora compassiva, a deusa da vida em si mesma. É a mestra da hierarquia divina que trabalha na frequência do amor incondicional, da compaixão e da misericórdia.

Tem grandes semelhanças com Maria, Mãe de Jesus, e Tara, a deusa tibetana. Representa a força da Mãe Universal no oriente tal como Mãe Maria no ocidente. Os seus devotos acreditam que ouve todas as orações e pedidos de ajuda e quem se sintoniza à sua energia, sente o quanto é amorosa e doce.

Kuan Yin assume diversas formas, 33 ao todo, cada uma com as suas diferentes habilidades de protecção, de cura, de purificação, de realização e de libertação.

Kuan Yin não trabalha sozinha e muitas vezes aparece na companhia de outros seres de luz, entre eles o Buda do Paraíso Amida, que pode ser visto frequentemente na sua coroa alta.

Conta uma lenda que Kuan Yin teria encarnado como filha de um imperador por volta do ano 700 a.C. e que perante a recusa em contrair matrimónio e determinada a seguir uma vida religiosa, terá saído de casa e se refugiado num convento. Foi submetida às mais árduas tarefas pelo seu pai que enraivecido pela sua inabalável devoção ordenou a sua execução. A espada assim que tentou trespassá-la quebrou-se em 1000 pedaços. O pai ordenou então a sua asfixia, mas quando a sua alma deixou o corpo e desceu até ao inferno, este transformou-se em paraíso. Foi então que parou de ouvir os os lamentos do mundo e resolveu regressar para curar os enfermos e salvar marinheiros de naufrágios. Enquanto viveu, percorreu o mundo, viu muita dor e jurou amparar e proteger todos os seres. Passou por numerosas encarnações até à sua ascensão há milhares de anos. Fez o voto do Bodhisattva e jurou que enquanto existisse uma alma a sofrer, ela estaria presente na Terra.

O seu mantra é: om mani padme hum (trad.: "Salve a Jóia no Lótus").

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